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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Banco de Redações - UOL

Essa é uma dica muito interessante para você que deseja ou precisa melhorar suas habilidades em produção escrita!
O site Educação UOL possui um Banco de Redações, veja como funciona.

Como participar

O Banco de Redações do UOL é um serviço que pretende estimular o estudante a treinar produção de textos, em especial do gênero dissertativo.
Todos os meses, o banco vai propor um tema, que deverá ser considerado pelo internauta que quiser enviar uma redação para avaliação no UOL.
Professores associados ao banco vão selecionar e comentar 20 textos, que serão publicados no site no primeiro dia útil do mês subseqüente. Apenas os textos selecionados serão corrigidos. A equipe do Banco de Redações entrará em contato com os autores das redações escolhidas, solicitando autorização para publicá-las.
Os textos devem ser enviados para o UOL pelo e-mail bancoderedacoes@uol.com.br, indicado na página inicial do site. As redações serão aceitas até o dia 25 de cada mês e deverão ter título e de 15 a 30 linhas.
A avaliação dos professores implicará nota e comentários baseados nos critérios adotados pelo MEC (Ministério da Educação) para a correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os mesmos critérios também atendem às exigências dos vestibulares. São avaliados principalmente o domínio da norma culta do idioma, a compreensão do tema e a capacidade de redigir um texto de caráter argumentativo-dissertativo.
A escolha das redações a serem publicadas não focalizará somente os trabalhos bem-feitos, uma mostra de redações classificadas pelos desempenhos satisfatório, bom, regular, fraco e insatisfatório - expressões usadas pelo Ministério da Educação na correção dos textos do Enem.
A idéia é deixar claro ao estudante o que é esperado de sua redação e evidenciar as características que levam um texto a ter bom conceito no Enem e nas provas de vestibular.

Educação Reforma Ortográfica: Conheça as novas regras (UOL )

Reforma Ortográfica: Conheça as novas regras

Trema
Deixou de ser usado, mas nada muda na pronúncia. 
Atenção: Exceção para nomes próprios estrangeiros (como Müller e Bündchen)
bilíngue
pinguim
cinquenta
linguistico
delinquente
Antiguidade
quinquênio
tranquilo
sequestro
consequência
aguentar
sagui
arguir
linguiça


Ditongos abertos
Os ditongos ‘éi’, ‘ói’ e ‘éu’ só continuam a ser acentuados no final da palavra
Atenção: O acento será mantido em destróier e Méier, conforme a regra que manda acentuar os
paroxítonos terminados em ‘r’. Mas céu, dói, chapéu, anéis, lençóis não mudam.
boia
paranoico
heroico
plateia
ideia
tipoia


Acento diferencial de tonicidade
Não se acentuam mais certos substantivos e formas verbais para distingui-los graficamente de outras palavras
Atenção: Esta regra aplica-se também às palavras compostas: para-brisa, para-raios.
Para evitar confusões, foram mantidos os acentos do verbo pôr e da forma do pretérito perfeito pôde. O
acento de fôrma (distinto de forma) é facultativo.
Vou para casa. (preposição)
Ela não para de chorar. (verbo)
Vou pelo morro/pela estrada. (contração de preposição + artigo)
O pelo do gato. (substantivo)
Eu pelo/ele pela a cabeça. (verbo)


Acento circunflexo
Os hiatos ‘oo’ e ‘ee’ não recebem mais acento
Atenção: Continuam acentuados (ele) vê, (eles) vêm [verbo vir], (eles) têm etc.
abençoo
perdoo
magoo
enjoo
leem
veem
deem
creem


Acento agudo sobre o 'u'
1. Não se acentua mais o ‘u’ tônico das formas verbais argui, apazigue, averigue
2. Não se acentuam mais o ‘u’ e o ‘i’ tônicos precedidos de ditongo em palavras paroxítonas
Atenção: Feiíssimo e cheiíssimo continuam acentuados porque são proparoxítonos; bem como Piauí e teiú, que são oxítonos.
feiura
bocaiuva
baiuca
Sauipe



Hífen
O hífen é empregado:
1. Se o segundo elemento começa por ‘h.
Atenção: Esta regra não se aplica às palavras em que se unem um prefixo terminado em vogal e uma
palavra começada por ‘r’ ou ‘s’. Quando isso acontece, dobra-se o ‘r’ ou ‘s’: microssonda (micro + sonda), contrarregra, motosserra, ultrassom, infrassom, suprarregional.
geo-história
giga-hertz
bio-histórico
super-herói
anti-herói
macro-história
mini-hotel
super-homem
2. Para separar vogais ou consoantes iguais
inter-racial
micro-ondas
micro-ônibus
mega-apagão
sub-bibliotecário
sub-base
anti-imperialista
anti-inflamatório
contra-atacar
entre-eixos
hiper-real
infra-axilar
3. Prefixos ‘pan’ ou ‘circum’, seguidos de palavras que começam por vogal, ‘h’, ‘m’ ou ‘n’
pan-negritude
pan-hispânico
circum-murados
pan-americano
pan-helenismo
circum-navegação
4. Com ‘pós’, ‘pré’ ‘pró’
pós-graduado
pré-operatório
pró-reitor
pós-auricular
pré-datado
pré-escolar

Fonte: José Carlos de Azeredo, professor adjunto de língua portuguesa da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), autor de Gramática Houaiss da língua portuguesa e coordenador e consultor do livro Escrevendo pela nova ortografia (Instituto Antônio Houaiss/Publifolha)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Prefira frases curtas, evite adjetivos, ensina "A Arte de Escrever Bem"

da Livraria da Folha
Prefira frases e palavras curtas. Ponha as sentenças na forma positiva. Opte pela voz ativa. Escolha termos específicos. Use palavras concretas. Limite os adjetivos. Persiga a frase enxuta. Seja conciso. Corra atrás da frase harmoniosa. Busque a clareza e o máximo de legibilidade.
Divulgação
Autoras usam até bom humor nas dicas de como redigir melhor
Autoras usam até bom humor nas dicas de como redigir melhor
Essas são dicas do livro "A Arte de Escrever Bem - Um Guia para Jornalistas e Profissionais do Texto", das jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, para melhorar a redação de um texto.
O volume de 112 páginas também dedica um capítulo para os gêneros jornalísticos, com conselhos para a elaboração de reportagens factuais e especiais, entrevista pingue-pongue (pergunta e resposta), perfis de entrevistados, editoriais, colunas, análises, entre outros tipos de texto.
As autoras também descrevem as rotinas jornalísticas, como a pressão do fechamento (horário final para entrega das reportagens), as intervenções dos editores e os erros comuns cometidos pelos profissionais da palavra.
Citações de diversos jornalistas, escritores e pensadores abrem cada bloco de texto ao longo do capítulo. São reproduzidas algumas notícias publicadas em veículos como Folha, "Correio Braziliense", "Veja" e "Época", para exemplificar algumas lições.
Apesar de destacar na capa que se trata de um guia para jornalistas, o livro traz ensinamentos de redação úteis a quem busca causar uma boa impressão com as palavras, seja em uma reportagem ou trabalho escolar, seja em um e-mail.
Um trecho interessante está na página 51, na qual as autoras ensinam como testar a legibilidade de um texto. Elas reproduzem uma receita do jornalista Alberto Dines.
São seis passos: 1. Conte as palavras do parágrafo. 2. Conte as frases (cada frase termina por ponto). 3. Divida o número de palavras pelo número de frases. Assim, você terá a média de palavra/frase do texto. 4. Some a média da palavra/frase do texto com o número de polissílabos. 5. Multiplique o resultado por 0,4 (média de letras da palavra na frase de língua portuguesa). 6. O produto da multiplicação é o índice de legibilidade.
Possíveis resultados: 1 a 7: história em quadrinhos. 8 a 10: excepcional. 11 a 15: ótimo. 16 a 19: pequena dificuldade. 20 a 30: muito difícil. 31 a 40: linguagem técnica. Acima de 41: nebulosidade.
O livro dá exemplos práticos da eficácia desse teste: "Se o resultado ficou acima de 15, abra o olho. Facilite a vida do leitor. Você tem dois caminhos. Um: diminua o tamanho das frases. O outro: mande algumas proparoxítonas dar umas voltinhas por aí. O melhor: abuse de ambos."
*
"A Arte de Escrever Bem"
Autoras: Dad Squarisi, Arlete Salvador
Editora: Contexto
Páginas: 112
Quanto: R$ 27,00
Onde comprar: 0800-140090 ou na Livraria da Folha

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